terça-feira, dezembro 21, 2010

Capítulo II:

(Heysmin) O medo de ser presa, de passar anos na cadeia, como a minha mãe, pagando por coisas que nao fiz, me assombrava. Na minha opinião, nada acontece por acaso e, a única saída às vezes é a morte. Foi fácil, optar entre ficar viva e ser presa ou me matar antes que me peguassem.
Assim que cheguei em casa, na verdade meu porto seguro. Além da antiga casa da minha mãe, aquela era a única em que eu me sentia protegida. Fui até o quarto, larguei a bolsa, com todo o cuidado, em cima da cama e fui tomar um banho. Escolhi um vestido de seda na cor jade, o melhor que eu tinha. Quando cheguei na cozinha, o jantar já estava servido. Depois pedi para os empregados que limpassem tudo e fossem embora. Não queria que ninguem presenciasse o que eu iria fazer.
Fiquei sentada no sofá da sala, bebendo vinho, até que todos saíssem. Quando saíram, esperei 30 minutos e fui até o meu quarto, abri a bolsa e tirei de lá o revólver. Me coloquei na frente do espelho, e para meu espanto, eu estava tranquila, como nunca havia me sentido em 3 anos. Lentamente, levantei a arma, até a minha cabeça. Um filme foi passando com tudo o que acontecera em tantos anos.